De acordo com um funcionário do Banco da Inglaterra, o bear market do Bitcoin (BTC) ainda via durar muito tempo. Segundo Jon, vice-governador de Estabilidade Financeira da instituição britânica, o momento atual não contribuirá para uma maior adoção das criptomoedas.

Em vez disso, para ele, pode surgir uma “rejeição” a esse ecossistema. Conforme destacou Cunliffe, o Bitcoin pode ter o mesmo fim do videocassete. A tecnologia teve seu hype, mas depois morreu.

“A história tem exemplos de tecnologias arquivadas ou rejeitadas devido a falhas dramáticas iniciais”, disse ele.

O banqueiro acredita que, no final, os sucessivos mercados de baixa não vão ajudar na adoção do BTC. Além disso, o representante do sistema fiduciário ressaltou que a rejeição ao Bitcoin também deve aumentar com a regulamentação.

“A inovação e a regulamentação são, no final, amigas e não inimigas”, disse Cunliffe. “É somente dentro dessa estrutura que o Bitcoin pode realmente florescer e garantir os benefícios da mudança tecnológica”.

Bear market do Bitcoin

De acordo com Cunliffe, não se pode dizer até que ponto essas tecnologias serão bem-sucedidas e disruptivas no setor de finanças.

Apesar dos avisos do banqueiro, o bear market parece não ter grandes efeitos em adoção. Afinal, há dados que confirmam que as criptomoedas continuam sendo consideradas tanto por novos quanto por antigos usuários.

Um exemplo é a Lightning Network (LN) do BTC, cuja adoção cresceu de forma considerável desde o ano passado. Aliás, o número de transações, que dá uma ideia do tamanho da adoção, aumentou 400% em questão de um ano.

Conliffe ponderou que as tecnologias subjacentes às criptomoedas vão continuar a existir. Ele acredita que os “derivados” dos ativos digitais vão seguir se desenvolvendo temporalmente, “tanto em seu próprio mundo quanto no sistema financeiro tradicional, onde terão uma presença ainda maior”.

Por fim, ele disse que, com ou sem o Bitcoin, a nova economia digital é um caminho sem volta.

 

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