Logo após anunciar que pretende testar a tecnologia blockchain para negociação de clientes e transações entre bancos, o Banco Inter comunicou que passará a permitir a negociação de criptomoedas em sua plataforma. De acordo com uma reportagem do Brazil Journal, a ação tem o objetivo de fidelizar e atrair novos clientes em meio à recuperação das criptomoedas.

Por enquanto, apenas clientes selecionados do banco digital poderão comprar e vender Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), USDT – stablecoin da Tether -, Litecoin (LTC) e XRP – token da Ripple. No entanto, o plano do Inter é expandir o serviço para todos os seus 26 milhões de clientes até o fim do mês que vem.

Criptomoedas no Inter

Com a novidade, o Inter segue outros bancos digitais que já oferecem serviços de criptomoedas aos seus clientes, como Nubank e Mercado Pago. Até agora, a fintech só permitia o investimento indireto em criptomoedas. Ou seja, aplicações via fundos, incluindo os produtos das gestoras Vitreo e Hashdex.

Conforme destacou Felipe Bottino, o diretor da Inter Invest, ao Brazil Journal,  o objetivo do banco é atrair e concentrar em seu app clientes que já negociam criptomoedas em outras instituições.

“Nesse segmento não é uma vantagem ser os primeiros. Nosso principal foco é evitar o risco desnecessário e o risco de cauda para os nossos clientes”, disse Bottino.

Ainda segundo o executivo, o Inter já estudava a possibilidade há quase três anos e agora concluiu que o mercado brasileiro alcançou a maturidade suficiente para lidar com ativos voláteis como as criptomoedas.

Tokenização

Além de oferecer serviços de cripto, o Inter pretender usar a blockchain para trabalhar com tokenização de ativos. A iniciativa ocorre no âmbito da participação do Inter no projeto piloto do Real digital, a moeda digital de banco central (CBDC) do Brasil.

Conforme noticiou o CriptoFácil, o Inter participará do piloto em um consórcio com a Microsoft e com a 7Comm. Ainda nessa frente, a fintech pretende trabalhar com a tokenização de títulos do Tesouro. Como destacou Bruno Grossi, tech manager do Banco Inter, o banco digital vê na tecnologia blockchain potencial para aplicações em negociação de compromissadas, por exemplo.