O Metaverso cada dia mais popular, atraí empresas e investidores. Uma modelo de realidade, juntando o mundo físico e virtual em um ambiente diferente utilizado em diversas tecnologias, como realidade virtual, hologramas e realidade aumentada.

As pessoas poderão interagir umas com as outras, trabalhar, estudar e ter uma vida social através de seus personagens.

O objetivo, é que as pessoas participem de fato desse mundo virtual, interagindo com ele.

Adrien Book publicou um estudo na Revista Cult, mostrando algumas das diversas profissões que vão surgir até 2030 no Metaverso.

Com base nessa pesquisa, Tatiany Melecchi, primeira brasileira certificada como Professional in Talent Development pela ATD (Association for Talent and Development) nos EUA, comenta sobre as principais atividades e suas respectivas funções.

Segundo ele, o Metaverso terá grande importância nos próximos anos.

“Os líderes das organizações definem uma estratégia para o crescimento das receitas de seus negócios no Metaverso. Este profissional precisará conduzir um portefólio estratégico de oportunidades, desde a prova de conceito até a implantação. Isso significa identificar oportunidades de mercado, construir casos de negócios, influenciar roteiros de engenharia e desenvolver métricas-chave”, relata.

As novas profissões no Metaverso que já existem.

O consultor de tendências e fundador da 16 01, Edu Paraske, indicou três profissões que já são realidades: especialista em metaverso; especialista em NFT; Prototipador baseado em dados e Agente de mudança da inovação.

Sobre o primeiro cargo, Paraske afirmou:

“Assim como hoje temos profissionais que entendem de mídia, planejamento, criação e outras disciplinas, para o mundo virtual de convivência, estes atributos precisarão convergir. Isso porque não acontecerão de forma sinótica, e sim, em uma simbiose invisível. Será preciso entender e compreender o que é possível fazer. Como acontece hoje em dia no mundo dos games: poucos profissionais realmente entendem todas as possibilidades que esse ecossistema oferece.”

Enquanto isso, sobre os especialistas em NFTs, ele destacou:

“Uma olhada nas estatísticas recentes revela o quão rápido a popularidade do NFT está crescendo. Em 2020, o valor total de vendas de tokens não fungíveis foi de US$ 250 milhões. Enquanto isso, o primeiro trimestre de 2021 teve um valor total de vendas de US$ 2 bilhões. Ainda não alcançamos nem 10% de todo o potencial de negócios com NFTs, ‘blockchain’ e criptomoedas. Isso significa que muitos negócios encontrarão oportunidades muito rentáveis de utilizar tecnologias agregando valor com uma nova unidade de negócios. Entre games, coleções licenciadas, artes ou peças do mundo da moda”.

Já com relação ao Prototipador baseado em dados, Paraske considerou:

“Os dados e a maneira de visualizá-los estão cada vez mais acessíveis e intuitivos. Em breve, as tecnologias chegarão no estado da arte para promover um acesso amigável aos dados em todas as plataformas e para todas as áreas. Ou seja, a habilidade mais importante não será conseguir dados e analisá-los, mas sim, ter as ideias de que ações serão tomadas, que testes serão feitos, quais experimentos serão testados e quais protótipos teremos que colocar em prática. Assim, os profissionais mais valorizados serão aqueles que integrarem sua capacidade de analisar dados, colocar ações em prática e gerar negócios.”

Por fim, sobre o agente de mudança da inovação, ele disse:

“Por mais rápidas e dinâmicas que sejam as mudanças tecnológicas e a inovação que consumimos, as empresas precisarão de pessoas que deverão assumir a responsabilidade de transformação da cultura de inovação. Isso acontece hoje parcialmente em empresas com áreas de inovação, ou até no próprio RH.”