Daniel Shin é sócio de Do Kwon e suspeito de cometer irregularidades usando as criptomoedas LUNA e UST

Polícia invade casa de criador do Terra para uma investigação das autoridades sul-coreanas sobre possíveis atividades ilegais envolvendo as criptomoedas derretidas UST e LUNA foi aprofundada nesta sexta-feira (22) com uma batida policial na casa do cofundador da empresa, Daniel Shin, na capital (Seul), de acordo com um artigo da Bloomberg.

Investigadores também supostamente visitaram o escritório do aplicativo de pagamentos móvel Chai, fundado por Shin em 2019. O Chai foi promovido como o primeiro aplicativo de pagamentos a utilizar a blockchain Terra para permitir que qualquer um com uma conta bancária realizasse transações mais baratas para empresas locais na Coreia do Sul.

Shin e o infame Do Kwon lançaram o Terraform Labs em 2018, inicialmente visando destruir gigantes empresas de pagamento, como o PayPal. Naquele ano, a dupla arrecadou US$ 32 milhões e, em 2019, uma oferta inicial de moeda (ou ICO, na sigla em inglês) gerou US$ 62 milhões.

Shin deixou seu cargo como CEO do Terraform Labs em março de 2020 e reduziu sua participação na empresa para focar na criação de Chai para que Do Kwon, o outro cofundador do (Terra), tivesse controle do negócio.

Um porta-voz do Ministério Público do Distrito sul de Seul confirmou as notícias da invasão à casa de Shin, acrescentando que os escritórios de ambas as empresas afiliadas ao aplicativo Chai também foram invadidas, negando-se a fornecer mais detalhes.

As buscas fazem parte de uma investigação em andamento após alegações de que Kwon intencionalmente causou o colapso da UST.

Diferente de outras stablecoins com paridade a moedas fiduciárias, como o dólar americano ou o euro, o valor da UST foi mantido por um algoritmo complexo que queimava o token LUNA para emitir novas UST.

LUNA e UST eram a nona e a décima maiores criptomoedas por capitalização de mercado, respectivamente, antes de sua implosão em maio, que fez investidores perderem cerca de US$ 55 bilhões.

Autoridades invadem corretoras cripto sul-coreano

Na quarta-feira (20), uma equipe de investigadores sul-coreanos visitou escritórios de sete corretoras cripto local, incluindo Upbit, Bithumb e Coinone, confiscando registros de transação e outros materiais. As autoridades planejam analisar os materiais confiscados durante as invasões e interrogar testemunhas para determinar o tamanho dos prejuízos sofridos por investidores.

Promotores também querem descobrir se Kwon, que pode estar residindo em Singapura, sonegou impostos ao converter lucros de transações com criptomoedas para uma conta no exterior.

Em junho, autoridades sul-coreanas impuseram uma proibição de viagem, impedindo que cerca de 15 antigos e atuais funcionários do Terraform Labs deixassem o país para não atrapalhar as investigações.

Antes disso, a equipe de investigações sobre crimes financeiros e de valores mobiliários do Ministério Público do Distrito sul de Seul intimou ex-funcionários do Terraform Labs que estavam envolvidos no desenvolvimento inicial do ecossistema Terra em 2019.

Um dos funcionários supostamente revelou, na época, que a equipe tinha dúvidas sobre o design da stablecoin UST desde o início. Porém, Kwon ignorou seus alerta de que o projeto poderia fracassar.

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