A exchange Mercado Bitcoin está entre as nove empresas selecionadas no Lift Challenge, programa do Banco Central do Brasil (Bacen) que coordena a criação do real digital. Conforme o site, a Mercado Bitcoin se une a plataformas como AAVE e os bancos Itaú e Santander.

O programa reuniu 47 projetos de sete países diferentes. Além de Brasil, empresas da Alemanha, Estados Unidos, Israel, México, Portugal, Reino Unido e Suécia participaram. Como resultado, os nove selecionados Irã compor áreas diferentes na elaboração da versão digital da moeda brasileira.

Esta seleção faz parte dos primeiros testes do real digital que, segundo o presidente do Bacen Roberto Campos Neto, começarão ainda em 2022. Os testes serão eventualmente abertos para a população até 2023.

Projetos selecionados

Atuarão nas áreas de aplicações de entrega contra pagamento (DvP), pagamento contra pagamento (PvP), internet das coisas (IoT) e finanças descentralizadas (DeFi). Eles também fornecerão soluções para que o real digital funcione sem conexão à Internet.

Confira abaixo a lista dos nove projetos selecionados, bem como as características e áreas nas quais cada um pode atuar:

  • Aave: reúne recursos de vários poupadores (formando um pool de liquidez) com foco em oferecer empréstimos, empregando ferramentas de DeFi;
  • Banco Santander Brasil: trata de DvP e da conversão para o formato digital (tokenização) de direitos de propriedade de veículos e imóveis;
  • Febraban: DvP de ativos financeiros;
  • Giesecke + Devrient:  trata de pagamento dual offline, ou seja, sem conexão com a Internet;
  • Itaú Unibanco: pagamentos internacionais, empregando método de PvP em uma aplicação com a Colômbia;
  • Mercado Bitcoin: trata de DvP de ativos digitais, com foco em criptoativos;
  • Tecban: solução de logística para e-commerce baseada em técnicas de IoT;
  • VERT: financiamento rural baseado em um ativo tokenizado programável com valor atrelado ao do Real (stablecoin do Real);
  • Visa do Brasil (associada à ConsenSys e à Microsoft): financiamento de pequenas e médias empresas com base em uma solução de DeFi.

Em suma, o Real Digital abarca uma gama de novos projetos e utilidades para desenvolver um ecossistema completo. De acordo com Ronaldo Faria, diretor-executivo da 2TM, grupo controlador da (Mercado) Bitcoin, a exchange atuará como líder desse consórcio.

“Com esse consórcio liderado pelo Mercado Bitcoin é possível fornecer o novo framework de FMI Tech, tornando possível criar MVP funcional para o Real Digital”, disse.

MVP é a sigla em inglês para Produto Mínimo Viável, isto é, a primeira versão de alguma tecnologia. Dessa forma, a exchange irá coordenar a criação dos protótipos da moeda digital, unindo as qualidades dos outros oito membros.

Com experiência na parte de tokenização de ativos, a exchange está otimista quanto ao avanço do Real Digital.

“A Exchange cumpre papel essencial na criação de um ecossistema cripto e de moedas digitais, democratizando o acesso a essa nova tecnologia – Blockchain – e colaborando ativamente na adoção e utilização em massa da nova economia através dos ativos digitais”, completou Faria.