Depois de 21 anos, o Estado do Rio de Janeiro voltará a ter uma bolsa de valores.

O governador do Rio Claudio Castro fechou um acordo com a Nasdaq na última terça-feira (8), em Nova York, para abrir uma nova bolsa na cidade voltada à negociação de créditos de carbono e ativos ambientais sustentáveis.

Claudio Castro assinou um protocolo de intenções com a Nasdaq e também com a Global Environmental Asset Plataform (GEAP) para dar andamento à iniciativa e viabilizar a implantação da plataforma.

 

Bolsa carioca

Além do governador Claudio Castro, também participou da reunião com executivos da bolsa de valores de Nova York o secretário municipal de Fazenda e Planejamento do Rio, Pedro Paulo Carvalho.

Ainda durante o encontro, as partes acertaram a abertura de um escritório da Nasdaq na cidade maravilhosa.

Conforme destacou o secretário, a iniciativa é uma maneira de atrair de volta para a cidade atrair o mercado financeiro que a deixou com o fechamento da Bolsa de Valores do Rio (BVRJ) em 2000.

Após forte crise nos anos 1980, a bolsa do Rio foi perdendo espaço e acabou superada pela Bovespa. Em seguida, foi vendida para a BM&F e hoje está na B3, em São Paulo.

O governo cria nos próximos meses um grupo de trabalho para articular as medidas propostas. O grupo também elaborará um projeto-piloto para a bolsa. Após um período de 90 dias de avaliação, a Nasdaq instalará uma filial no Rio de Janeiro.

É possível que a bolsa carioca de Ativos Ambientais já esteja em operação no segundo semestre deste ano.

Créditos de carbono e ativos ambientais.

O governo informou que o acordo prevê, entre outras coisas, um intercâmbio de informações entre o estado do Rio de Janeiro, a Nasdaq e a GEAP para certificar, emitir e negociar créditos de carbono.

O governo espera que o Rio atinja um potencial econômico ambiental com 73 milhões de toneladas de CO2 em estoque. Em reais, isso equivale a R$ 25 bilhões.

“O segmento vem ganhando força no mundo. Ele é visto como uma das alternativas de retomada da economia após a crise causada pela pandemia da Covid-19”, destacou o governador Claudio Castro.

Segundo Castro, o novo mercado deve atrair mais empresas (inter)nacionais para a cidade. Assim, gerará mais empregos e movimentar a economia local. Ao mesmo tempo, a bolsa focada em ativos sustentáveis tornará o estado representativo na economia de baixo carbono.

“Queremos fazer do Rio um hub de investimentos de ativos ambientais”, afirmou o secretário de Fazenda, Nelson Rocha.

O secretário disse ainda que o objetivo é levar para a bolsa também ativos ambientais da iniciativa privada.

Além de atrair investidores do mercado tradicional, o Rio de Janeiro também está de olho no mercado cripto. Conforme noticiado pelo CriptoFácil, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou em janeiro que a cidade investirá 1% do tesouro em Bitcoin.

Além disso, a criptomoeda deverá ser aceite no pagamento de impostos municipais, como o IPTU.

Paes também anunciou investimentos em inovação e tecnologia. Conforme o prefeito, a meta é atrair empresas do Brasil inteiro para se estabelecer na região.